Princípios Educacionais de Bernard Overberg
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Bernhard Heinrich Overberg (1754–1826) defendia uma educação integral, profundamente conectada com a família e com a sociedade. Para ele, cultivar atitudes baseadas no amor era o fundamento de uma vida com propósito e plenitude. Overberg via a educação como um caminho para tornar as pessoas boas e felizes, não apenas no presente, mas também em uma perspectiva eterna. Sua proposta, inovadora para a época, valorizava a vida concreta, com seus desafios e experiências cotidianas, como parte essencial do processo formativo. Ele entendia o ser humano como um cidadão de dois mundos: da terra e do céu. Isso significava que as pessoas tinham responsabilidades no presente, mas também estavam abertas ao transcendente. A fé religiosa, para Overberg, não era um obstáculo à educação, mas sim uma fonte de sabedoria pedagógica. No entanto, educar com base em valores humanos exigia mais do que simplesmente transmitir conteúdos por memorização — era uma tarefa que demandava tempo, paciência e dedicação constante. Por isso, ele via a educação como uma vocação, uma missão que ia além do simples exercício profissional. |
Overberg valorizava o aprendizado por meio da experiência e rejeitava métodos que buscavam resultados imediatos. Para ele, ensinar era um processo contínuo, profundamente enraizado nas vivências do dia a dia e nas relações entre as pessoas e o mundo ao seu redor. Ele defendia o desenvolvimento integral das capacidades humanas, com ênfase especial no pensamento lógico.
A fé era, em sua visão, o ponto de partida da educação. A religião deveria ocupar um lugar central na formação humana. Todas as disciplinas, inclusive as ciências exatas, tinham um papel formativo. Overberg, por exemplo, defendia o ensino da matemática aplicada por reconhecer seu valor prático no desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo.
SANTA JÚLIA BILLIART | PROPOSTA PEDAGÓGICA E PASTORAL | EDUCAÇÃO NOTRE DAME
PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS |
VIDA E OBRA DE BERNARD OVERBERG
Bernard Overberg nasceu no dia 1º de maio de 1754, na aldeia de Höckel, na cidade de Osnabrück, na atual Alemanha, e faleceu no dia 8 de novembro de 1826. Ele viveu a transição do fim do Iluminismo e início do Romantismo e Idealismo. Era tempo de novas orientações de pensamento e muitas mudanças políticas.
Como sacerdote diocesano da Igreja Católica, criou uma nova metodologia de ensino, que aprendera em suas pregações catequéticas e que rendera um lugar de destaque popular. Seus superiores, reconhecendo sua capacidade no ensino da catequese e da religião, nomearam-no professor e encarregaram-no da reforma do programa de formação dos professores na diocese e no principado de Münster. Logo foi chamado de “professor dos professores”.
Mestre dos mestres
Acreditava que o respeito e o reconhecimento passavam pela formação dos educadores. Tanto homens como mulheres que trabalhavam como professores precisavam ser formados e colocados em evidência positiva, sendo respeitados e identificados como professores. Mudando o método de ensino poderia dar outro sentido à educação, de modo que ela tivesse a devida importância para a sociedade.
Como professor dos professores, ele conseguiu transformar a educação melhorando as condições de trabalho e capacitando pedagogicamente os professores. Em sua orientação para o ensino insiste no método de ensino heurístico-genético, que parte do concreto e conduz para o conteúdo específico.
O novo método de ensino partia da prática e rompia com o paradigma de que para aprender era necessário decorar as perguntas e as respostas. Sua formação de professores sempre era ligada à sua experiência prática.
Overberg e a educação Notre Dame
A Congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Coesfeld foi fundada em 1850 quando Bernard Overberg já havia falecido, porém as suas teorias e escritos continuavam a ser seguidos. As idealizadoras da congregação, Hilligonde Wolbring e Elisabeth Külling, foram grandes professoras que, a partir dos princípios pedagógicos de Bernard Overberg, determinaram o caráter pedagógico da nova instituição.
Hilligonde sempre foi professora e cuidadora (assumindo cuidados maternais) das crianças mais pobres e abandonadas. A irmã Elisabeth Küling atuou como professora de pedagogia na Escola Normal, em Coesfeld e, de 1858 a 1869, trabalhou como formadora das novas irmãs que faziam o curso de formação Notre Dame.
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